Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home Economia Os peritos médicos do INSS de todo o País vão parar nesta segunda

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O plano de Jair Bolsonaro de dar reajuste salarial em 2022 apenas para os policiais federais foi pelo ralo à medida que diversas outras categorias do funcionalismo passaram a pleitear seus aumentos e reposições.

A vez agora é dos peritos médicos federais, que fazem perícia, por exemplo, nos postos do INSS. Na próxima segunda, a categoria que reúne cinco mil servidores entre ativos e pensionistas promete paralisar as atividades em mobilização batizada de Dia Nacional de Advertência pela Valorização da Perícia Médica Federal. O motivo, dizem os trabalhadores, é a “patente frustração das negociações com o Poder Executivo”.

Em ofício enviado ao ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, a Associação Nacional dos Peritos Médicos Federais diz que “tentou, em centenas de ocasiões, instaurar rodadas de negociações com a administração pública federal, todas infrutíferas”.

A categoria demanda melhores condições de trabalho, com a fixação de 12 atendimentos presenciais no máximo por dia, e reajuste salarial de 19,9% pelas perdas com a inflação desde 2019.

Orçamento

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou recentemente, com vetos, o Orçamento de 2022. O ato foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) do dia 24. A receita da União para o exercício financeiro de 2022 é de R$ 4,8 trilhões. Do total, R$ 1,8 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública.

De acordo com a publicação, o chefe do Executivo federal concedeu reajuste de R$ 1,7 bilhão para servidores públicos. A peça orçamentária não define quais categorias devem ser beneficiadas ou como os recursos devem ser aplicados.

Os recursos precisam ser confirmados em um projeto específico a ser enviado pelo governo posteriormente.

A ideia inicial do governo era direcionar os recursos para agentes da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). A equipe econômica era contra a medida e argumentava que a concessão de reajuste poderia gerar pressões de outros setores do funcionalismo.

O presidente deve aguardar o retorno dos trabalhos do Congresso Nacional, no início de fevereiro, para decidir se concederá ou não reajuste salarial para carreiras policiais.

Marcus Firme, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), afirmou que a categoria está confiante. “Temos um valor que está na lei orçamentária. Outras carreiras tiveram reestruturação em governos passados e nós não tivemos. É uma luta histórica nossa para uma maior eficiência. Poderíamos fazer muito mais, se tivéssemos as carreiras reestruturadas. Todos têm a ganhar. Muito mais a sociedade”, disse.

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