Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Home em foco Portugal fecha bares e restaurantes para frear a variante ômicron

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Em Portugal, a partir deste sábado (25), dia de Natal, as discotecas e bares serão fechados para evitar aglomerações em comemorações. Creches também serão encerradas. O trabalho à distância passará a ser obrigatório. Estas medidas irão até 10 de janeiro, com uma avaliação no dia 5.

Testes negativos serão obrigatórios para acesso aos estabelecimentos turísticos, casamentos e batizados, eventos empresariais, arenas esportivas e casas de espetáculos. A lotação dos espaços comerciais passará a ser reduzida para uma pessoa por cada cinco metros quadrados.

Para os dias de festa no Natal e Réveillon, o governo proibiu aglomerações de mais de 10 pessoas e o consumo de bebida alcoólica na rua. E determinou teste negativo obrigatório para acesso a restaurantes, cassinos e festas de passagem de ano.

O fechamento de discotecas e bares estava previsto para o período de contenção, programado para a primeira semana de janeiro. Mas os especialistas e as autoridades de Saúde do governo decidiram que poderia ser tarde demais diante da multiplicação acelerada da ômicron, responsável por 46,9% dos novos casos. Dentro de uma semana, a variante poderá ser dominante no país.

Mesmo com quase 90% da população vacinada, o momento é de incerteza. As prefeituras de Lisboa e do Porto já haviam cancelado as comemorações no Réveillon e os peritos defenderam a antecipação das medidas para agilizar o combate ao crescente volume de casos.

Foi o primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista (PS), que anunciou as novas regras após convocar extraordinariamente o Conselho de Ministros. O premier ressaltou que o número de testes realizados é o triplo daqueles feitos há um ano e os gratuitos por pessoa serão ampliados de quatro para seis.

“Este ainda não é o novo Natal normal das nossas vidas e por isso apelo a todos que possam conter as celebrações natalinas ao seu núcleo familiar”, disse Costa.

Empresários e associações dos setores mais atingidos — hotelaria, noite e gastronomia — consideraram as regras um atropelo de última hora, porque encerram a possibilidade da pequena recuperação econômica em curso e leva ao possível cancelamento dos eventos programados para os próximos dias.

A pandemia de coronavírus tem mostrado aos governantes a impossibilidade de fazer planos e anúncios a longo prazo. Quando o surto estava controlado no verão, Costa chegou a prever uma “libertação total”.

De fato, Portugal avançou no relaxamento das medidas de restrição, mas deu passos atrás ao longo das últimas semanas.

Em janeiro deste ano, todo o exemplar combate português à pandemia foi por água abaixo após a pandemia sair de controle. O país viveu o caos com o aumento de mortes, casos e internamentos. Chegou a ter os piores índices mundiais e os especialistas apontaram o relaxamento das regras durante o Natal como estopim. O número de internamentos hoje é três vezes menor do que há um ano.

“Janeiro do próximo ano depende do que todos e cada um de nós fizermos até lá. Tenho a confiança de que janeiro do próximo ano será melhor do que janeiro de 2021”, declarou Costa.

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