Terça-feira, 25 de Junho de 2024

Home Mundo Rússia e Ucrânia se encontram pela primeira vez desde o começo da invasão

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Começou nesta segunda-feira (28), por volta das 8h (horário de Brasília), uma reunião entre delegações da Ucrânia e da Rússia em Belarus para tratar sobre o conflito na região. Nenhum dos dois presidentes envolvidos na guerra participam do encontro, que não tem hora para acabar.

Na reunião, a Ucrânia exigirá um cessar-fogo “imediato” e a retirada das tropas russas. A Rússia não quis revelar sua posição antes do encontro. Hoje, a invasão russa à Ucrânia entrou no quinto dia. A capital, Kiev, e a segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv, amanheceram com explosões, segundo relatório do serviço estatal de informação do país. As Forças Armadas ucranianas, porém, dizem que o Exército russo parece ter diminuído o ritmo da ofensiva, quando são aguardadas negociações entre as duas nações.

Reunião

As conversas entre os dois países ocorrem em Belarus depois que as tropas russas enfrentaram forte resistência ucraniana e após as sanções em massa impostas à Rússia pelas potências ocidentais. Do lado russo, a missão diplomática é liderada pelo conselheiro do Kremlin, Vladimir Medinski.

A Ucrânia enviou seu ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, que chegou vestido com uniforme militar. “Podem se sentir completamente seguros”, declarou o ministro bielorrusso das Relações Exteriores, Vladimir Makei, ao recebê-los.

Essas conversas acontecem em uma das residências do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko – aliado do  presidente russo, Vladimir Putin –, na região de Gomel, perto da fronteira com a Ucrânia.

O principal negociador russo, Vladimir Medinski, afirmou que seu país “busca um acordo”. Sem participar presencialmente do encontro, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky se mostrou cético sobre o encontro em pronunciamento hoje. “Como sempre, realmente não acredito no resultado da reunião, mas deixe que tentem”, declarou.

As negociações e o conflito estão marcados pela ameaça apresentada no domingo por Putin, que ordenou que as forças de dissuasão nuclear sejam colocadas em alerta máximo. O governo dos Estados Unidos classificou a ordem de Putin como “totalmente inaceitável” e o secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Jens Stoltenberg, chamou a atitude de Moscou de “irresponsável”.

Momento “crucial”

Com a tensão na região, a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) também terá uma reunião de emergência nesta segunda. O presidente ucraniano disse que as próximas 24 horas serão “cruciais” para o país.

Nesta segunda, Zelensky divulgou uma mensagem para os soldados russos, falando para que deixem a Ucrânia. “Abandonem seu equipamento, saiam daqui. Não acreditem em seus comandantes, não acreditem em seus propagandistas. Apenas salvem suas vidas”, afirmou em russo.

Zelensky também pede que a UE (União Europeia) “admita urgentemente” a entrada da Ucrânia no bloco. Segundo a ONU, ao menos 102 civis foram mortos no conflito, que também já deixou 422 mil refugiados.

Quinto dia de ataques

Antes das detonações, Kiev e Kharkiv haviam permanecido algumas horas sem registrar explosões. Nos ataques em Kharkiv, ao menos duas pessoas foram mortas, segundo o governo ucraniano. Já na capital, em uma área próxima a uma ponte queimada, era possível observar granadas não detonadas, veículos atingidos e corpos de soldados russos após um ataque que foi repelido por forças ucranianas.

De acordo com a agência Interfax, tropas russas estariam avançando a partir da cidade ucraniana de Cherson em direção a Mikolaiv, no sul do país. Um prédio residencial em Chernigov, a cerca de 144 quilômetros de Kiev, ficou em chamas após ser atingido por um míssil.

Segundo o jornal ucraniano The Kyiv Independent, uma mulher ficou ferida devido ao incêndio. As chamas foram controladas e não há relatos de mortos no local. As sirenes com alertas para ataques aéreos também soaram em várias outras cidades do país, como Cherkasy, Dnipro, Luhansk e Zhytomyr. Em todos os casos, a recomendação é a mesma: os moradores devem se dirigir ao abrigo mais próximo.

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