Sábado, 19 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 Salário mínimo e aposentadoria: confira quais são as propostas dos candidatos a Presidência da República

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O salário mínimo e as aposentadorias têm regras de reajuste que buscam preservar o poder de compra das pessoas diante da inflação.

O governo Lula (PT) adotou uma regra para dar ganho real na correção do salário mínimo. Ou seja, um reajuste que vá além da reposição da inflação. A conta considera a inflação e o crescimento da economia de dois anos antes. Há uma trava que limita esse aumento a 2,5%. Por outro lado, se o PIB não cresce, fica valendo apenas a correção pela inflação.

O reajuste das aposentadorias e dos benefícios previdenciários estão vinculados ao salário mínimo, e esse é um dos pontos centrais em discussão nos planos de governo dos candidatos à Presidência.

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aponta que as despesas com aposentadorias e outros benefícios do INSS devem chegar a R$ 1,218 trilhão em 2027. O dado mostra uma alta de 7,92% em relação à previsão de gastos para 2026, o que pode impactar as contas públicas num cenário em que o governo precisa cortar despesas.

Entre os temas em debate na campanha presidencial estão a possibilidade de desindexar benefícios do salário mínimo e a necessidade de uma nova reforma das aposentadorias.

Veja, a seguir, as propostas dos candidatos a presidente sobre o tema:

Lula (PT)

Candidato à reeleição, Lula propõe manter a regra de reajustes do salário mínimo com aumentos reais para trabalhadores, aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Em relação às aposentadorias, pretende diversificar as fontes de custeio para reestruturar a base de financiamento da Previdência e regulamentar a contribuição previdenciária no trabalho mediado por aplicativos. Também propõe a ampliação do acesso à Previdência.

No plano de governo de Lula registrado na Justiça Eleitoral, não há menções a mudanças no cálculo dos benefícios previdenciários nem do salário mínimo.

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato do PL propõe a digitalização dos processos e uma gestão profissional sem interferência de entidades sindicais. Propõe a edição de um pacote antifraude na Previdência e blindar os fundos de pensão das estatais contra indicações políticas.

O plano de propostas do candidato menciona “ampla revisão normativa infralegal” que envolve, inclusive, questões previdenciárias. O documento cita “o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e de despesas administrativas e o combate aos penduricalhos e supersalários que corroem o orçamento”.

Em entrevista à Globo, Flávio Bolsonaro não respondeu se pretende manter aposentadorias e benefícios previdenciários vinculados ao salário mínimo. Questionado se esses pagamentos continuariam sendo reajustados junto com o salário mínimo, disse que não pretende fazer economia “em cima dos aposentados”, mas não esclareceu se manterá a vinculação.

Augusto Cury (Avante)

No plano de governo de Augusto Cury, não há menções à desindexação ou a reajustes no cálculo dos benefícios previdenciários nem do salário mínimo.

O candidato foi perguntado sobre o salário mínimo na entrevista à Globo e disse que garantirá, pelo menos, a reposição da inflação “mais 1% ao ano”.

“A minha proposta é muito clara. Nós precisamos ter uma classe média pujante. Vamos repor a inflação +1% ao ano”, afirmou.

Ronaldo Caiado (PSD)

O plano de governo de Ronaldo Caiado não menciona desindexação ou reajustes no cálculo dos benefícios previdenciários nem do salário mínimo.

Em entrevista à Globo, o candidato afirmou que pretende manter a regra atual de reajuste do mínimo, mesmo com um ajuste fiscal rigoroso. “O pobre coitado pegando um salário mínimo, o pobre coitado que está vivendo de aposentadoria, deixa eles em paz, pelo amor de Deus. Vamos dar o exemplo que um presidente precisa de dar. Vamos cortar na própria carne. Vamos para cima desses salários abusivos”, disse.

Caiado foi perguntado se pretende aumentar a idade mínima para aposentadorias e não respondeu claramente.

Renan Santos (Missão)

No plano de governo, Renan Santos propõe uma “PEC do Equilíbrio Fiscal” para cortar despesas do governo. O candidato pretende desindexar benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, passando a corrigi-los exclusivamente pela inflação.

Em entrevista à Globo, Renan Santos disse que não vai “fazer política” com salário mínimo e defendeu uma nova reforma da Previdência. O tema está em seu plano de governo.

“Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos, você não tem aposentadoria, tá? Vou deixar claro porque eu não sou populista fiscal”, disse o candidato.

Romeu Zema (Novo)

Zema propõe uma reforma da Previdência “definitiva”, envolvendo estados, municípios, previdência rural e militar.

Sobre as aposentadorias, defende a criação de um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria com base na evolução da expectativa de vida da população e na sustentabilidade do sistema no longo prazo. Com informações do portal G1.

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