Segunda-feira, 06 de Julho de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de julho de 2026
Após os contratempos ao longo do sábado (4), que incluíram altas temperaturas e ameaças de tempestade, o presidente Donald Trump encerrou as festividades da independência americana com um elogioso discurso em Washington, centrado na ideia de um excepcionalismo americano. “Esta é a terra da liberdade”, disse ao público. “Vida longa à causa da independência.”
Trump discursou no National Mall, em Washington, para fechar o feriado de 4 de julho, que neste ano marcou os 250 anos da independência dos EUA. Na fala, iniciada no fim da noite de sábado (4), o líder norte-americano misturou patriotismo com partidarismo e utilizou suas habituais hipérboles para descrever o seu governo e tecer críticas a adversários políticos e internacionais.
“Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo. Todos no mundo tentam ser como nós, mas ninguém consegue e, com a ajuda de Deus, sempre seremos assim, ou até melhores. Estamos celebrando o triunfo da liberdade sobre a tirania”, afirmou Trump.
Em seguida, ele disse que os EUA são o maior país do mundo e que todos os outros tentam ser como os norte-americanos, porém, não conseguem. Trump também destacou que os EUA foram os responsáveis por combater o comunismo no mundo com sucesso ao longo dos anos.
“Não queremos comunistas em nosso país, e os EUA nunca serão um país comunista. O comunismo é um perdedor e sempre será. Nossos guerreiros não o derrotaram diversas vezes em várias partes do mundo apenas para ele tentar colocar sua cabeça novamente por aqui. É como um câncer, você precisa o retirar rapidamente”, disse.
O presidente voltou também a insistir em diversas de suas plataformas políticas, como a proibição de votos por correio. Seu partido enfrenta um duro pleito legislativo neste ano, na metade de seu mandato.
Trump levou veteranos de guerra e astronautas e falou sobre a guerra no Irã, um de seus principais desafios políticos neste ano. “Os Estados Unidos afundaram toda a marinha iraniana”, disse.
Em seguida, foram disparados os tradicionais fogos de artifício da capital, diante do obelisco em homenagem a George Washington. Trump quis que, neste aniversário de 250 anos, o evento quebrasse o recorde atual, lançando mais de 800 mil explosivos nos céus de Washington.
Calor e chuva
Foi um dia tumultuado. As comemorações dos 250 anos de independência tinham sido interrompidas ao longo do dia por questões climáticas.
Primeiro, o desfile foi cancelado em decorrência das altas temperaturas. Depois, a abertura dos portões para o evento foi prorrogada. Em vez das 13h locais (14h em Brasília), abriram às 17h (18h).
No fim do dia, a ameaça de um temporal fez com que o público fosse evacuado do local. Assim, os portões só voltaram a ser reabertos próximo das 22h locais e o discurso do presidente Donald Trump teve início apenas às 23h15, durando cerca de 45 minutos.
Pelas redes, Trump tinha dito para o público não desistir do evento. “Tempestades trazem sorte, seja qual for a ocasião. Elas também tornam os eventos um pouco mais emocionantes”, afirmou.
“Vamos esperar passar. Não me importo se for às 2h da manhã ou daqui a uma hora. Parece que vai passar – e sempre passa. Eu estarei lá aconteça o que acontecer. Mas, normalmente, esse ‘acontecer’ acaba sendo uma coisa boa”, disse. “É sábado à noite. Vamos nos divertir, mesmo que fiquemos acordados até mais tarde hoje”.
“Estão dizendo que o discurso será às 23h. Quem se importa?”, indagou ele. Aparentemente, o público não ligou. O evento voltou a lotar após a reabertura. (As informações são do g1 e Folha de S. Paulo)