Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026

Home Eleições 2026 União Europeia estreia em eleição no Brasil, que terá 150 observadores

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As eleições deste ano serão acompanhadas pela primeira vez por uma equipe de observadores da União Europeia, que fará uma avaliação da lisura do processo eleitoral brasileiro. A expectativa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é que um relatório positivo dos europeus dê força à lisura e segurança das urnas eletrônicas.

Ao todo, sete organizações internacionais foram habilitadas pela corte para acompanhar o pleito. Além da União Europeia, também estarão no Brasil a OEA (Organização dos Estados Americanos), o Parlasul (Parlamento do Mercosul), a Liga dos Estados Árabes, a Roaje-CPLP (Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa), a Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais) e a RMJE (Rede Mundial de Justiça Eleitoral).

Segundo fontes do TSE, as equipes estrangeiras já iniciaram o acompanhamento dos preparativos para as eleições e se disseram impressionadas com o nível de organização dos trabalhos da Justiça Eleitoral de todo o país.

Eles participaram, por exemplo, do processo de lacração das urnas e colheram informações sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação, como a impressão de zerésima, um relatório que comprova a fidedignidade do voto dado pelo eleitor em relação ao que é contabilizado para declaração dos vencedores do pleito.

O TSE calcula que as equipes das instituições deverão somar mais de 150 pessoas. A corte observou quatro critérios para decidir quais organizações seriam habilitadas para acompanhar o pleito: quantidade de missões desta natureza já realizadas; demonstração de atuação na área; condições técnicas; e reconhecida experiência e prestígios de seus integrantes.

Segundo o tribunal, 15 entidades não se encaixaram nos critérios estabelecidos e tiveram credenciamento para fazer observação oficial das eleições brasileiras rejeitadas.

Entre elas, estão partidos ultranacionalistas europeus, como o Foro Madrid, ligada ao partido espanhol Vox, e a ADN (Alternativa Democrática Nacional), legenda de Portugal.

A relação também inclui a Transparencia Electoral, sediada na Argentina, e a Eurolat, que tem entre seus integrantes um brasileiro com mandato de vereador em cidade do Texas e defensor do tarifaço imposto por Donald Trump.

O ex-chanceler Ernesto Araújo, que esteve à frente do Itamaraty nos 15 primeiros meses do governo Jair Bolsonaro (PL), foi contratado em 2024 como assessor internacional do Foro Madrid.

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