Terça-feira, 24 de Maio de 2022

Home em foco Xenófobo e homofóbico: quem é o premiê que recebeu Bolsonaro

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Viktor Orbán, o primeiro-ministro da Hungria, que Jair Bolsonaro encontrou em Budapeste nesta quinta-feira (17) está no poder desde 2010.

Ele foi eleito com o apoio do partido Fidesz, que obteve a maioria dos assentos do Parlamento húngaro nesse período.

Durante seus mandatos, eles conseguiram aprovar leis para aumentar sua representação legislativa. O Fidesz é considerado um partido fiel, o que facilita o governo de Oráan. Ele usou isso para passar leis que seguem seu ideário de conservador de direita.

Para alguns especialistas, Orbán conseguiu corromper a democracia por dentro: por exemplo, ele aumentou o número de juízes do Supremo Tribunal do país de 11 para 15 e nomeou os ocupantes das novas cadeiras.

Para estimular um aumento da população húngara, mulheres que tem quatro ou mais filhos não pagam mais Imposto de Renda na vida.

Cidadãos mais velhos, que deixam seus empregos para cuidar de netos, são compensados pelo governo.

Crise de 2015

Em 2015 houve uma crise de refugiados, principalmente da Síria, que chegavam à Europa.

Os governos de alguns países, como o da Alemanha, adotaram políticas para tentar acomodar esses imigrantes. Na ocasião, Orban se recusou a recebê-los e mandou erguer barreiras nas fronteiras, uma ação considerada xenófoba.

Ele frequentemente faz referências e homenagens à civilização cristã.

Estudos de gênero

Em 2018, pouco depois de ter sido reeleito, ele tirou o financiamento dos programas de ensino superior que estudavam gêneros.

Recentemente, ele restringiu o acesso de menores de 18 a livros ou outros materiais que “promovem” homossexualidade. Ele também propôs uma lei que proíbe a alteração de gêneros em documentos oficiais. Essas medidas foram consideradas homofóbicas por alguns dos membros do Parlamento Europeu.

Controle da mídia

Nos 12 anos em que ele esteve no poder, Orbán também criou um órgão de regulação da imprensa e ele passou a cassar concessões por causa de coberturas.

Além disso, o governo aplica multas às empresas de jornalismo.

Haverá eleições na Hungria em seis semanas. Uma coalização de partidos lançou um adversário conservador para enfrentar Orbán no pleito.

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