Quarta-feira, 24 de Julho de 2024

Home Política A notícia de um possível envolvimento de um general ex-integrante do Alto-Comando causou mal-estar na cúpula do Exército

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A Polícia Federal (PF) chegou a um ex-integrante do Alto-Comando do Exército (ACE), a instituição mais emblemática da Força Terrestre.

Esta é a primeira vez que o Alto-Comando vê um dos seus envolvido em denúncias como as que atingem o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, em cuja residência foi feita busca e apreensão.

Lourena Cid teve assento na cúpula do oficialato até 2019 e foi, pelo menos até o momento, um dos nomes mais prestigiados no meio militar nas últimas décadas.

Cid acumula em sua carreira importantes postos como o Departamento de Educação e Cultura do Exército. Seu pai, Antônio Carlos Cid, foi coronel do Exército, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1955, e trabalhou na Casa Militar, quando o órgão foi chefiado pelo general Bayma Denys, no governo do então presidente José Sarney.

Colega

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lourena Cid foi sempre identificado por ter sido colega do ex-chefe do Executivo na Academia Militar das Agulhas Negras na década de 1970.

Ele integrou o Alto-Comando, ao lado de ex-ministros e ex-comandantes do Exército como o general Eduardo Villas Bôas, Edson Leal Pujol, Fernando Azevedo e Silva, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Luiz Eduardo Ramos, Marcos Antônio Freire Gomes e Marcos Antônio Amaro do Santos, este último, atual ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Além deles, também aparecem o ex-vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Braga Netto.

Em nota, o Exército afirmou ontem que “não compactua com eventuais desvios de conduta de quaisquer de seus integrantes”.

Amigo pessoal de Bolsonaro, Lourena Cid conseguiu emplacar o filho, o então major Mauro César Cid na vaga de ajudante de ordens do recém-eleito presidente.

O general privava da confiança de Bolsonaro e de sua família, bem como o filho, em cuja residência também foi feita operação de busca e apreensão.

Quando foi para a reserva, em 2019, o general foi nomeado chefe do escritório nacional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), onde ficou até o início deste ano.

A notícia de um suposto envolvimento de Lourena Cid no caso das joias e relógios presenteados a Bolsonaro causou profundo mal-estar na cúpula do Exército.

Embora tivessem sido avisados pela Polícia Federal, como é de costume, que haveria uma nova busca e apreensão na casa de um dos seus integrantes, entretanto, sem identificar quem, oficiais reagiram estupefatos com as acusações contra Lourena Cid.

Cerco

Com a operação policial, são oito os aliados de Jair Bolsonaro que estão na mira da Justiça e da Polícia Federal, suspeitos de terem praticados crimes que têm o ex-presidente como pano de fundo.

Frederick Wassef, Mauro Lourena Cid e Osmar Crivelatti tornaram-se alvos na Operação Lucas 12:2. Carla Zambelli, Anderson Torres, Mauro Cesar Barbosa Cid, Silvinei Vasques e Ailton Gonçalves Barros são outros aliados do ex-presidente que estão na mira da Justiça.

Desses oito, três estão presos: Barros, Vasques e Mauro Cid (filho).

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A Polícia Federal (PF) chegou a um ex-integrante do Alto-Comando do Exército (ACE), a instituição mais emblemática da Força Terrestre.

Esta é a primeira vez que o Alto-Comando vê um dos seus envolvido em denúncias como as que atingem o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, em cuja residência foi feita busca e apreensão.

Lourena Cid teve assento na cúpula do oficialato até 2019 e foi, pelo menos até o momento, um dos nomes mais prestigiados no meio militar nas últimas décadas.

Cid acumula em sua carreira importantes postos como o Departamento de Educação e Cultura do Exército. Seu pai, Antônio Carlos Cid, foi coronel do Exército, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman) em 1955, e trabalhou na Casa Militar, quando o órgão foi chefiado pelo general Bayma Denys, no governo do então presidente José Sarney.

Colega

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lourena Cid foi sempre identificado por ter sido colega do ex-chefe do Executivo na Academia Militar das Agulhas Negras na década de 1970.

Ele integrou o Alto-Comando, ao lado de ex-ministros e ex-comandantes do Exército como o general Eduardo Villas Bôas, Edson Leal Pujol, Fernando Azevedo e Silva, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Luiz Eduardo Ramos, Marcos Antônio Freire Gomes e Marcos Antônio Amaro do Santos, este último, atual ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Além deles, também aparecem o ex-vice-presidente Hamilton Mourão e o ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Braga Netto.

Em nota, o Exército afirmou ontem que “não compactua com eventuais desvios de conduta de quaisquer de seus integrantes”.

Amigo pessoal de Bolsonaro, Lourena Cid conseguiu emplacar o filho, o então major Mauro César Cid na vaga de ajudante de ordens do recém-eleito presidente.

O general privava da confiança de Bolsonaro e de sua família, bem como o filho, em cuja residência também foi feita operação de busca e apreensão.

Quando foi para a reserva, em 2019, o general foi nomeado chefe do escritório nacional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), onde ficou até o início deste ano.

A notícia de um suposto envolvimento de Lourena Cid no caso das joias e relógios presenteados a Bolsonaro causou profundo mal-estar na cúpula do Exército.

Embora tivessem sido avisados pela Polícia Federal, como é de costume, que haveria uma nova busca e apreensão na casa de um dos seus integrantes, entretanto, sem identificar quem, oficiais reagiram estupefatos com as acusações contra Lourena Cid.

Cerco

Com a operação policial, são oito os aliados de Jair Bolsonaro que estão na mira da Justiça e da Polícia Federal, suspeitos de terem praticados crimes que têm o ex-presidente como pano de fundo.

Frederick Wassef, Mauro Lourena Cid e Osmar Crivelatti tornaram-se alvos na Operação Lucas 12:2. Carla Zambelli, Anderson Torres, Mauro Cesar Barbosa Cid, Silvinei Vasques e Ailton Gonçalves Barros são outros aliados do ex-presidente que estão na mira da Justiça.

Desses oito, três estão presos: Barros, Vasques e Mauro Cid (filho).

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