Sábado, 19 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de setembro de 2026
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) vão adotar a mesma estratégia nas últimas duas semanas antes do primeiro turno das eleições: revezar as agendas de campanha entre as regiões Nordeste e Sudeste.
O bolsonarista está fazendo um giro pelo Nordeste. Na segunda-feira (21), vai ao Rio Grande do Norte, estado do coordenador de campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN). No dia seguinte, estará no Maranhão.
Depois, a ideia é reforçar as agendas pelo Sudeste, onde estão os maiores colégios eleitorais do país. A meta é ampliar a diferença em relação a Lula em São Paulo e ficar à frente em Minas Gerais. No Nordeste, as visitas têm como objetivo reduzir a força do petista.
Já Lula vai fazer ponte aérea entre os estados das duas regiões nas próximas semanas. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o petista também quer visitar a Bahia mais uma vez e pretende desembarcar em Pernambuco.
Apesar das agendas nas duas regiões, petistas afirmam que o foco será o Sudeste. Em São Paulo, por exemplo, quer reduzir a diferença de votos em relação a Flávio. Mas a prioridade continua sendo Minas Gerais. O estado é tido como crucial para garantir a vitória nas eleições.
Voto útil
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) mostra Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 36% de Flávio. Na simulação de segundo turno, Lula continua com 46%, e Flávio, com 44%, empatados tecnicamente na margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.
O sucesso da estratégia do voto útil depende de que eleitores de candidatos com menor percentual nas pesquisas sejam convencidos a migrar seus votos a partir da percepção de derrota do nome de sua preferência.
Na mira de Flávio, estão Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), que, juntos, aparecem com 15% das intenções de voto.
Terceiro colocado na pesquisa desta quinta, com 6% das intenções de voto, Cury também é alvo de Lula, já que uma parte do eleitorado do escritor admite votar no petista no segundo turno.
O desafio da coordenação das campanhas de Lula e Flávio consiste em convencer esse eleitor para que mude seu voto no primeiro turno. Esse movimento tem de ser feito sem melindrar os adversários dos quais se espera apoio em um segundo turno, avaliam aliados de ambos.
Neste cenário, Lula teria menos espaço de ampliação já que os adversários estão posicionados à direita do presidente. Para vencer, Lula precisa conquistar o eleitor indeciso, que hoje representa 3% do total, segundo a pesquisa. (As informações são da Folha de S. Paulo)