Quinta-feira, 27 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 27 de agosto de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai insistir para que a PEC (proposta de emenda à Constituição) que prevê o fim da escala de trabalho de seis dias por semana seja votada também no plenário do Senado antes das eleições.
De acordo com interlocutores, Lula tem dito ver a possibilidade de que o texto seja aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na próxima quarta-feira (2) pela manhã e siga a tarde para apreciação do plenário da Casa.
Durante almoço com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na quarta (26) Lula teria ouvido do senador que seria melhor a votação em plenário ficar para depois do primeiro turno.
No entanto, sinalizações positivas vindas dos parlamentares animaram o chefe do Executivo para a possível aprovação no plenário já na semana que vem. A PEC já recebeu o aval da Câmara e, se for aprovada no Senado sem mudança, poderá seguir para a promulgação.
Até mesmo senadores do PL têm dito que o “clima mudou” nos últimos dias. Parlamentares da oposição acreditam que assim que o texto for aprovado na CCJ não terá como ser “parado”.
Com isso, diante da pressão popular, a avaliação é de que o efeito eleitoral da proposta deve estimular senadores que buscam a reeleição ou que concorrem ao cargo de governador a apoiarem a aprovação final da PEC.
Dentro do Planalto, a leitura é que a aprovação do fim da escala 6×1 antes das eleições é uma pauta positiva e seria capaz de reverter as notícias negativas sobre o filho de Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Relatório
O senador Omar Aziz (PSD-AM) entregou nessa quinta-feira (27) à CCJ do Senado relatório a favor da PEC do fim da escala 6×1.
O parlamentar sugeriu no relatório a manutenção do texto já aprovado pela Câmara, em uma estratégia para agilizar a análise do tema em um ano eleitoral.
Aziz rejeitou todas as mudanças pedidas por senadores, incluindo o retorno das 44 horas semanais, defendido por integrantes da bancada do PL.
A proposta será votada pela CCJ do Senado na próxima semana, após ser destravada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se reaproximou do presidente Lula nas últimas semanas.
Uma PEC precisa ser aprovada na CCJ e depois seguir para votação em dois turnos no plenário do Senado. Depois da votação em primeiro turno, deve-se esperar cinco dias úteis para a votação em segundo turno.
No entanto, aliados de Lula argumentam que, se houver vontade política, uma PEC não precisa cumprir os prazos regimentais para ser aprovada. Os senadores citam outros momentos em que propostas tiveram as votações em dois turnos feitas uma seguida da outra. (Com informações da colunista Larissa Rodrigues, da CNN Brasil, e do portal de notícias g1)