Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 5 de agosto de 2026
Em nova nota, o ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, confirmou ter recebido R$ 249 mil da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Segundo ele, o valor correspondeu a um empréstimo pessoal, que afirma ter sido integralmente quitado por meio de transferência bancária.
De acordo com Marcola, a operação teve caráter exclusivamente privado e não possui qualquer relação com sua atuação no governo federal. A empresária é apontada como amiga de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, e é alvo de investigações da Polícia Federal por suposto envolvimento no esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na manifestação, o ex-chefe de gabinete informou ainda que contratou um advogado para acompanhar o caso e afirmou possuir documentação capaz de comprovar a origem e a quitação da operação financeira. Segundo ele, todos os registros bancários e fiscais estão disponíveis para eventual análise das autoridades responsáveis pela investigação.
A nota foi divulgada após a repercussão do caso e reforça que, na versão apresentada por Marcola, a transferência de recursos ocorreu no âmbito de uma relação particular entre ele e Roberta Luchsinger, sem qualquer vínculo com atividades exercidas no serviço público.
O ex-chefe de gabinete, no entanto, não esclarece os motivos que o levaram a recorrer a um empréstimo junto a uma lobista com interesses no governo, em vez de buscar crédito por meio de uma instituição financeira. A nota também não apresenta detalhes sobre as condições da operação, como prazo, juros ou garantias eventualmente estabelecidas entre as partes.
“Em primeiro lugar, meus sigilos bancário e fiscal estão integralmente à disposição da Justiça. Faço isso para deixar claro e público que jamais houve nada além do empréstimo pessoal que obtive junto a ela, pago com a transferência bancária de R$ 249 mil, uma movimentação de natureza estritamente privada”, diz Marcola. (Com informações do portal da revista Veja)