Domingo, 20 de Setembro de 2026
Por Redação Rádio Pampa | 19 de setembro de 2026
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou que “suplicou” ao ministro Edson Fachin e aos demais integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) para que o julgamento do Caso Master fosse concluído em uma semana. Segundo ele, a demora na análise prejudica o eleitor, que deveria ter acesso às informações antes da votação de 4 de outubro.
“Eu até supliquei para o doutor Fachin e para os demais membros do STF, que tem o julgamento público, televisionado e rápido, em uma semana”, afirmou durante passagem de sua campanha pelo Ceagesp, nesse sábado (19).
Cury disse que o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino pode fazer com que o julgamento seja adiado para depois das eleições. “Com o pedido de vista que o Flávio Dino fez, é possível colocar debaixo do tapete e levar isso para depois das eleições”, declarou.
Ele também fez críticas a Lula e a Flávio Bolsonaro e afirmou que os dois grupos teriam interesse em evitar uma apuração rápida. “E os dois grupos, o grupo Lula da Silva e o grupo de Flávio Bolsonaro, como tem vários membros envolvidos de maneira promíscua com o Banco Master, eles não têm interesse de uma apuração rápida”, disse.
Cury afirmou ainda que, na avaliação dele, a situação estaria “asfixiando a democracia, porque a democracia depende de informações para que você, no ato de 04/10, exerça o mais pleno direito, que é tão rápido e tão importante para mudar o país: seja votar de maneira consciente”, afirmou.
Indicações
Em sabatina no Jornal da Record neste sábado (19), Cury defendeu mudanças na forma de escolha e no tempo de permanência dos ministros do Supremo. O presidenciável afirmou que os integrantes da Corte não deveriam ser escolhidos pelo presidente da República, mas indicados pelas próprias classes profissionais.
“Eu proponho, vou provocar o Congresso, a ter autoridade, a ter oito anos de mandato e ir embora para nunca mais voltar. E temos que renovar mais líderes, seja da carreira de magistratura, dois ou três do Ministério Público e um advogado e, de preferência, não escolhido pelo presidente, mas pelas suas próprias classes”, afirmou.
Cury afirmou que, caso não consiga alterar a legislação, fará as indicações para o STF se estiver na Presidência da República. O candidato, no entanto, disse que pretende trabalhar pela mudança nas regras. “Mas, honestamente falando, eu gostaria que tivesse uma reforma profunda, e vou lutar por ela até as últimas consequências”, declarou.
Redes sociais
Ao falar sobre sua campanha nas redes sociais, Cury afirmou que teria sido alvo de uma mudança no alcance de conteúdos relacionados ao seu nome e à sua candidatura.
O candidato disse ter denunciado a Meta mundialmente e afirmou que, nas últimas duas semanas de agosto, havia sido o nome que mais ganhou seguidores no mundo. Depois, segundo ele, houve uma queda repentina na circulação de conteúdos sobre sua candidatura.
“Você sabe que eu denunciei a Meta mundialmente, dizendo que nas últimas duas semanas de agosto eu era o nome mais falado e que mais ganhou seguidores no mundo e depois houve algo insano que ninguém entende: o algoritmo cortou todas as 1000 de pessoas que falavam do meu nome e da minha candidatura”, afirmou.
Na sequência, Cury classificou o episódio como “dark” e disse não saber o que teria provocado a mudança. “Houve algo dark que nós não sabemos, o algoritmo cortou todas as 1000 de pessoas que falavam do meu nome e da minha candidatura”, disse.
Ele também afirmou que os algoritmos das redes sociais não seriam submetidos aos mesmos princípios democráticos que, segundo ele, devem orientar a imprensa e a política. “O algoritmo não tem democracia. Vocês da imprensa livre têm democracia, mas o algoritmo não tem democracia”, afirmou. (As informações são do R7 e g1)